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jun 17

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Golpe no campo

“Avançar sem freios sobre o patrimônio público, sobre os direitos da classe trabalhadora e sobre os bens da natureza”, estas poderiam muito bem serem escolhidas como palavras de ordem para o hediondo movimento golpista em curso no Brasil.

Em 24 de maio, enquanto manifestantes populares eram reprimidos com armas na Esplanada dos Ministérios, Brasília, a Bancada Ruralista aprovava na Câmara dos Deputados a Medida Provisória 759/16, que legaliza a grilagem e favorece a expansão do agronegócio.

No mesmo dia, dez trabalhadores rurais, sendo uma mulher, são cruelmente assassinados/a pela polícia, no município de Pau d’Arco, Pará. É o quarto massacre de pessoas do campo em 40 dias, com 25 homicídios.

Brasil afora se espalham despejos e ameaças contra acampamentos e comunidades rurais. Na mídia, o massacre é encabeçado pelo departamento de marketing do principal partido golpista, a Rede Globo, com a campanha “Agro é pop. Agro é tudo.”

Onde a escalada da violência vai parar, não se sabe. O que se sabe é que tudo começou em 1500 e, nem que dure mais 1500 anos, nós, povos do campo, resistiremos. E resistiremos porque acreditamos que uma vitória da Reforma Agrária, da demarcação das terras indígenas e quilombolas, da produção de alimentos sem agrotóxicos é, não só necessária, mas plenamente possível.

Por Odahi Magalhães,

militante do Movimento dos/as Trabalhadores/as Rurais Sem Terra (MST).

 

Link permanente para este artigo: http://www.redentoristasfortaleza.org.br/nota/767

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