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set 03

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Venezuela: participação e resistência popular

O que imediatamente vem à cabeça quando escutamos as palavras “Revolução Bolivariana”? Que sentimento nos acomete ao ouvirmos os nomes “Hugo Chávez” e “Nicolás Maduro”? Provavelmente coisa boa não é. Também pudera! Com meios de comunicação dominados por poderosos grupos empresariais, pessoas e movimentos que confrontem seus interesses só podem mesmo serem difamados como imagem e semelhança do capeta.

Desde 1998, com a eleição de Hugo Chávez para presidência da Venezuela, todas as medidas tomadas pelo governo no intuito de construir as bases de uma soberania nacional e popular têm sido atacadas por uma combinação de manobras golpistas, sobretudo midiática, econômica, política e paramilitar. Um dos mais emblemáticos desses fracassados intentos encontra-se registrado em vídeo no youtube. “A Revolução não será televisionada” mostra como, em 2002, setores antipopulares, com auxílio do imperialismo estadunidense, sequestraram o presidente Chavez para depô-lo do cargo. A pressão do povo, porém, que desceu dos morros a protestar, forçou a restituição do dirigente às suas funções.

Em meio a uma estrutura social e política adversa, e com todas as limitações daí decorrentes, a Revolução Bolivariana consagra ao Poder Popular a capacidade de enfrentar o cerco empreendido pelo capital. Mecanismos de democracia participativa, como conselhos comunais e plebiscitos, servem para dar vazão direta à vontade do povo. Por esse motivo são duramente perseguidos por segmentos antidemocráticos da classe dominante, nacional e internacional. Assim como a “Pax Romana” significou o inferno para as classes populares de Roma e dos povos invadidos na antiguidade, a participação popular na Venezuela enfurece os porta-vozes da “democracia” de privilégios da burguesia atualmente.

Se há erros na condução do processo? Evidentemente que sim. Se é possível, de plebiscito em plebiscito, chegar à plena soberania popular? A história demonstra que não. A burguesia usará de todo seu gigantesco arsenal para impedir que isso aconteça, até empurrar a luta para patamares mais dramáticos, em caso de não rendição das forças populares.

Neste sentido, um fundamental acerto foi reiterado esses dias pelo presidente Nicolás Maduro, com a convocação de nova Assembleia Nacional Constituinte. Medida que fez intensificar os ataques terroristas made in Casa Branca.

Se “é impossível imaginar um futuro para a sociedade sem a participação, como protagonistas, das grandes maiorias”, como diz papa Francisco, é igualmente impossível não reconhecer – e o odioso desespero do inimigo o prova – que a participação protagonizada pelas maiorias é o maior de todos os legados da Revolução Bolivariana até aqui.

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Para aprofundamento:

A revolução não será televisionada, documentário de Kim Bartley e Donacha O’brian.

– As veias abertas da América Latina, livro de Eduardo Galeano.

– A batalha do Chile, documentário de Patrício Guzmán.

 

Link permanente para este artigo: http://www.redentoristasfortaleza.org.br/nota/778

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